Prestações do Minha Casa, Minha Vida vão subir até 237,5% em julho
Na Baixada, há 9.498 unidades habitacionais a serem entregues nessa faixa
12/05/2016 - 15:20 - Atualizado em 12/05/2016 - 15:32
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| O valor mínimo das parcelas devem subir para de R$ 25 para R$ 80 (Foto: Arquivo/Alberto Marques/A Tribuna) |
Em meio à crise econômica, não tá fácil realizar o sonho da casa própria. E vem mais uma paulada no bolso por aí: a partir de 1º de julho, as prestações das moradias do Minha Casa, Minha Vida subirão até 237,5%.
O aumento vale para a faixa 1, a mais baixa do programa, que contempla famílias com renda bruta mensal de até $ 1.600,00 (ou R$ 1.800,00 a partir da fase 3).
Na Baixada Santista, há 9.498 unidades habitacionais para serem entregues nessa faixa, na qual o beneficiário arca com prestações sem juros, durante dez anos.
O valor mínimo a ser pago por mês subirá de R$ 25,00 para R$ 80,00, o que representa reajuste de 220%. Já o valor máximo possível será de R$ 270,00, parcela 237,5% maior do que a máxima atual (confira as informações no quadro).
Hoje em dia, beneficiários com contratos já assinados pagam prestações equivalentes a 5% da renda familiar mensal, variando entre R$ 25,00 e R$ 80,00.
Segundo o Ministério das Cidades, o reajuste é necessário “em decorrência da atualização dos custos da construção e das melhorias estabelecidas nesta nova fase”.
Em nota ao Expresso, a pasta destacou, porém, que famílias já beneficiadas não serão afetadas pela alteração. Elas continuarão pagando a mesma prestação. “O ajuste é apenas para as famílias cuja indicação seja formalizada na instituição financeira oficial federal após 30 de junho”, esclareceu.
O Ministério das Cidades defendeu ainda que os valores permanecem baixos, chegando a no máximo 15% da renda da família. “Na maioria dos casos, as famílias beneficiadas comprometem muito mais de sua renda com a antiga moradia”.
Sete cidades da Baixada Santista têm projetos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida dentro da faixa 1 em andamento. Em Guarujá, a Prefeitura destacou que não há pagamento de mensalidades por parte dos moradores.
No total, há 9.498 unidades para serem concluídas, segundo informações das prefeituras. Em São Vicente, por exemplo, o Conjunto Tancredo Neves 3 tem previsão de entrega até o final deste ano, beneficiando 1.120 famílias.
Para o economista e consultor econômico Hélio Hallite, o aumento imposto pelo Governo Federal vem em má hora. “O Minha Casa, Minha Vida é um projeto social de grande abrangência para as comunidades mais pobres e, evidentemente, o perfil desse mutuário não suporta o aumento atribuído agora”.
Entenda melhor as mudanças
O Governo Federal reajustou as prestações a serem pagas por beneficiários de moradias da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida. A faixa 1 atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 1.600,00 (nas fases 1 e 2) e R$ 1.800,00 (a partir da fase 3).
Como é hoje
O valor das prestações mensais equivale a 5% da renda familiar mensal, com valor mínimo fixado em R$ 25,00.
A partir de 1º de Julho
O valor das prestações passará a ser estabelecido de acordo com a renda familiar bruta mensal.
Renda de até R$ 800,00: prestação de R$ 80,00.
Renda de R$ 800,01 a R$ 1.200,00: prestação no valor de 10% da renda familiar bruta mensal.
Renda de R$ 1.200,01 a R$ 1.800,00: prestação no valor de 25% da renda familiar bruta mensal menos R$ 180,00.
Renda de até R$ 800,00: prestação de R$ 80,00.
Renda de R$ 800,01 a R$ 1.200,00: prestação no valor de 10% da renda familiar bruta mensal.
Renda de R$ 1.200,01 a R$ 1.800,00: prestação no valor de 25% da renda familiar bruta mensal menos R$ 180,00.
Imóveis na Baixada
Santos: 2.404 unidades de projetos ainda em análise na Caixa Econômica Federal.
São Vicente: 1.120 unidades no Conjunto Tancredo Neves 3, previstas para serem entregues até o fim do ano.
Guarujá: 1.148 unidades na Enseada, mas a Prefeitura disse que não há pagamento por parte dos moradores.
Cubatão: 650 unidades na Vila dos Pescadores e 600 no Parque dos Trabalhadores.
Mongaguá: 1.176 unidades, em seis empreendimentos aguardando convênios com o Governo Federal.
Itanhaém: 900 unidades, em duas etapas, a serem entregues até o fim do ano.
Bertioga: 1.500 unidades, em cinco empreendimentos, cujas obras ainda terão início.
Praia Grande: informou não ter projetos do Minha Casa, Minha Vida em andamento.
Peruíbe: informou não ter previsão de entrega dos imóveis.


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